Fim do papel? Naah…

Dia desses, durante a aula de Laboratório de Linguagem, estávamos conversando sobre a leitura pela web versus leitura no papel. Acho um tema bem interessante e meu desejo era ter escrito esse post há bem mais tempo, mas com  a finaleira da faculdade… acabei esquecendo.

O assunto voltou à minha mente quando eu devolvia na biblioteca o exemplar de Mago: A Ascensão que eu havia pego pra ler. Quando estava devolvendo, acabei me perguntando por que diabos eu tinha tirado pra ler (e acabei pagando multa por entregar atrasado) uma coisa que eu já tenho em pdf? Oh, céus, alguma coisa estava muito errada ali. Pensando um pouco mais, olhei pra minha querida coleção de mangás de Fruits Basket lindamente encaixotada e ensacada. Pra quem não sabe, são 23 volumes do mangá e eu tenho todos. Gastei 230 reais na coleção mesmo já tendo lido o mangá em sites de scanlators… E agora Chrno Crusade está indo pelo mesmo caminho. Já li CC umas 30 vezes (o mangá é curtinho e muito bom, recomendo!) pelo onemanga.com e ainda vou na banca de revistas todos os dias só pra perguntar se já chegou aqui (aliás: morra, distribuição setorizada!), ao mesmo tempo que mangás que amo, como Tsubasa Chronicles, não despertam minha voltade de ter in real life. E meus três volumes d’Os Miseráveis está confortavelmente do lado da minha cama, pra ler quando o sono não vem. Adoro Os Miseráveis e não tenho o pdf dele. Gasto horrores de dinheiro com mangás que amo e que já li pela Internet. Por que?

Eu sou do tipo que não tem problemas com ler na tela. Mas não tenho problemas mesmo, sabe? Pra mim, é muito mais confortável ler na tela, que tem iluminação própria, que eu posso aumentar e diminuir o tamanho da letra ao meu bel-prazer ao mesmo tempo que falo com meus amigos e escuto música e… enfim, aquele ritmo frenético que adolescentes tem quando estão no pc. É mais prático, mais barato. Mas eu fui criada lendo livros “de verdade”. Eu cresci dormindo todos os dias abraçada com meus livrinhos de histórias da Disney. Tanto é, que aprendi a ler sozinha aos quatro anos pois não queria ter que esperar que lessem pra mim. Amo bibliotecas, livrarias, cheiro de livro velho, de livro novo, de papel quentinho, ir no café da Livraria Cultura ler meus livros enquanto tomo cappucino. Por mais confortável e prático que seja ler na tela, não tem nada mais relaxante que ler estirada na cama. São, na minha opinião, duas experiências completamente diferentes. Tenho carinho pelos meus livros e mangás comprados. eu os levo pra lá e pra cá, leio no carro, no ônibus, no recre… intervalo. Coisa que não posso fazer com meus e-books já que não tenho o portátil adequado.

Como eu já disse, ler na tela e ler no papel são duas experiências tão distintas quanto a televisão e o cinema. Quando a televisão começou a se popularizar, as pessoas achavam que seria o fim do cinema. Mas ele está aí até hoje, mesmo com televisão, mininova e sites similares. As pessoas não vão no cinema apenas pelos filmes – elas poderiam baixá-lo por torrent se quisessem só ele. Elas vão pela experiência, pela pipoca, pela fila do ingresso, pelas pessoas, pelos trailers que todos odeiam, até pela guerrinha de pipoca dos fedelhos na fila de trás. Cinema é toda uma experiência, muito mais que simplesmente um filme.

O mesmo acontece com os livros. Embora seja mais prático ler na tela, enquanto você está conectado a milhões de pessoas pelo mundo e fazendo um milhão de coisas, o livro de papel propicia mais do que simplesmente a leitura. Agora o livro é muito mais uma experiência.Um gostinho diferente, mais calmo, relaxante, em que você se concentra mais na leitura.

Meus três volumes de Os Miseráveis, com capa de couro, letras douradas descascando e ortografia antiga são insubstituíveis. Não faria sentido lê-lo pelo computador. Faltaria algo. Essa obra, pra mim, precisa do conjunto. Precisa do cheiro de livro velho, precisa do cuidado pra virar as páginas, precisa da mão brilhante por causa da tinta descascada, precisa até mesmo dos espirros que eu dou. Meus mangás mais queridos também precisam estar ali. Preciso poder levá-los por aí, preciso poder observar a beleza da arte que é feita para o papel, que tem suas nuances complementadas pelo papel. É uma experiência diferente de ler no computador.  Assim, acho que o livro está seguro, assim como o cinema está. Nunca a tela substituirá essa experiência, esse feeling do livro.

Mudança de Atitude

Marcos Bagno é um conhecido escritor sociolinguista – ramo da linguística que estuda a relação entre língua e sociedade – conhecido por suas opiniões polêmicas e eventualmente panfletárias. Em seu livro Preconceito linguístico, além de abordar uma série de mitos ou preconceitos relacionados à forma como vemos a língua brasileira e seus falantes, Marcos sugere uma mudança de atitude em relação à língua.

Neste livro, Bagno também sugere uma mudança no modo com que nos portamos diante da língua. Esta mudança, segundo ele, se daria com o filtro da norma, na não aceitação dos dogmas e da adoção de uma postura crítica perante a gramática, valorizando a nossa própria experiência para que possamos encontrar respostas para os questionamentos da norma. O autor também aconselha professores a se manterem atualizados sobre as ciências da linguagem, e ensinarem gramática não apenas repetindo as normas indefinidamente mas sim refletindo e analisando-a constantemente.

A maior mensagem que Bagno passa em seu livro é que a língua é viva e está em constante mutação, e assim deve ser o estudo da língua; portanto, devemos valorizar a nossa experiência, e não apenas a repetição das normas.

Diário de bordo

Primeiro post do diário de bordo da produção do primeiro produto da faculdade de Comunicação Digital, que é um site profissional nosso.

É certo que eu deveria ter começado esse diário de bordo umas… duas semanas atrás. Mas eu estava tão, tão confusa com o planejamento do site em si que nem tive tempo de pensar nesse diário – Não que eu esteja menos confusa agora.

Hoje tive a minha segunda conversa com o professor Marcos Nähr, onde eu (tecnicamente) deviaria apresentar o básico do meu site e cinco sites que eu visitasse com freqüência, avaliados, explicando o porquê eu visito esse site. Acho que eu sou muito burra, porquê eu não consegui encontrar nada disso no fim de semana – nossa primeira conversa foi na sexta feira – mas agora ele me explicou as coisas de novo e acho que as minhas idéias estão começando a clarear.

Meu maior problema ever foi saber o que diabos eu queria com o meu site, e saber como diferenciar a Marianne profissional da Marianne pessoa, colocar isso no papel, montar um conceito. Saber fazer algo que seja ao mesmo tempo interessante para todos os tipos de públicos que irão aparecer por lá não é nada fácil, eu estou meio perdida. Acho que eu acabo não sendo uma pessoa tão simples assim… Pensar no conceito, na funcionalidade por trás daquele layout bonitinho que eu já tenho pronto está sendo mais difícil do que eu pensei. O professor disse que eu tenho que me separar dessa fixação pela aparência, esquecer o layout e pensar no conteúdo, no que o meu site vai ter, no que ele vai passar, me concentrar em deixar tudo preparado antes de pensar na estética… Mas eu não sei como. Estou tentando dar uns passos meio tortuosos…

A tarefa da próxima aula é fazer uma lista de ‘eus’ digitais e uma lista de funcionalidades desejadas para o site. Espero que isso me ajude a esclarecer um pouco as coisas…

Google Áudio – Inov. Tecnológicas

Google Áudio

E mais um serviço revolucionário está sendo lançado!

Nós da Google Brasil temos o prazer de anunciar o lançamento do Google Pesquisa de áudio, o mais novo serviço desenvolvido para facilitar a sua vida. Com ele, você poderá pesquisar em nosso banco de dados integrado ao iTunes músicas a partir de um pequeno trecho, seja ele murmurado, cantado ou tocado. O sistema analisa e classifica o ritmo da música captada do microfone, comparando-a com os resultados catalogados das músicas e oferecendo uma lista de opções correspondentes. Embora o serviço ainda tenha alguns probleminhas, esperamos que a sua participação nos ajude a melhorar o desempenho do nosso serviço.

Equipe Google Brasil

Por que comprei meu Celular – Introd. ao Design

Baseada nas teorias de Maslow e Frederick Hezberg, explicarei por quê quis comprar meu celular.

A teoria de Maslow, aplicada ao design, diz que um produto deve estar dentro de cinco categorias básicas, com a última em grau de importância no topo:

Criatividade;
Proficiência;
Usabilidade;
Confiabilidade;
Funcionalidade.

Baseada nessa pirâmide, posso explicar minha compra desta maneira:

Funcionalidade: Procurava um celular simples, sem câmera e sem mp3.

Confiabilidade: Queria um celular de flip, pois meu último celular era sem flip e o teclado estragava muito.

Usabilidade: Queria um celular de qualquer outra marca que não fosse Nokia, simplesmente porquê todos os meus celulares eram Nokia e eu queria variar.

Proficiência: Ele não precisaria possuir câmera e MP3.

Criatividade: Meu celular novo deveria ser pequeno, arredondado e preto.

Por esses motivos, escolhi comprar o modelo C260 da Samsung.

Web2.0

Texto da apresentação baseada no texto de Web 2.0, para a aula de Produção de Conteúdo.

Web 2.0 – Questão dos softwares em diferentes aplicativos.

A Web 2.0 – Nome pelo qual é chamada a ‘evolução’ da rede – tem vários princípios cujo objetivo geral é facilitar a experiência do usuário quando está conectado. Um desses princípios é o de um software que esteja não apenas no computador, mas que possa ser expandido para vários aplicativos ou plataformas, como por exemplo o Google Maps e o iTunes. Esses softwares funcionam de forma que o dispositivo móvel seja uma filial do computador, e que qualquer mudança no computador também ocorra no dispositivo móvel. O melhor exemplo disso é o iTunes com o iPod, onde você pode fazer qualquer mudança na sua playlist do iPod pelo computador, usando o iTunes.

História da Internet

A Internet, como muitas das tecnologias amplamente usadas nos dias de hoje, teve início durante a época da Guerra Fria, mais precisamente como resultado da corrida espacial entre os Estados Unidos e a União Soviética. Os soviéticos foram os primeiros a desenvolver uma tecnologia tão avançada a ponto de permitir que seres vivos fossem enviados ao espaço, fato que preocupou os americanos. Os Estados Unidos ainda usavam a mesma estratégia de posicionar suas cidades-chave em lugares distantes da costa para evitar ataques marítimos e por terra, mas nada garantiria a segurança dos centros americanos que por um acaso fossem atacados por céu. Assim sendo, começou-se a pensar na chamada “defesa inquebrável”. A ARPA foi criada para levar adiante esses estudos.

Centenas de cientistas foram convocados pela ARPA para ajudar nos estudos da Defesa Inquebrável, mas no mesmo instante surgiu um pequeno problema que seria a dor de cabeça durante muito tempo: O modo com que os cientistas poderiam compartilhar essas informações de modo rápido e seguro. Para resolver esse problema, A ARPA pensou da seguinte forma: Em vez da informação possuir um caminho único e vulnerável, ela deveria ser descentralizada, de forma que caso um centro de pesquisa fosse afetado a informação ainda teria vários caminhos até o destino final. Esse pensamento foi apoiado pelas teorias de J.C.R LickLider, do Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT), que tratava da existência de uma “Rede Galáxica”. Essas teorias foram o empurrão que faltava para a ARPA criar um sistema de envio de dados por computador interligando os centros de pesquisa, a chamada ARPANET.

A ARPANET se baseava num sistema de envio de dados quebrados em pequeninos pedaços de informação criptografados e embaralhados, fazendo com que caso um desses pacotes fosse interceptado, não fosse útil para o inimigo por não fornecer informações completas. A adoção desse sistema também tornou o envio de informações mais rápido por não enviar grandes blocos de dados de uma vez por linhas telefônicas inadequadas para esse uso. Com o tempo, esse sistema se tornou tão popular entre as universidades que passou a entrar em colapso. Então, foi ramificada, sendo que a ARPANET passou a ser usada exclusivamente para fins acadêmicos. No fim da década de 80 é criada a World Wide Web e uma década depois os primeiros navegadores, causando o grande boom da internet para as pessoas comuns.

Inovações Tecnológicas

Microcomputadores (mesmo!)
Baseados na nanotecnologia, são feitos computadores cada vez mais velozes e potentes. Um desses computadores seria inserido em um sistema como um relógio, seria projetado em qualquer tipo de material e possuiria sensores de movimento para determinar quando uma tecla estaria sendo apertada. Já existem tecnologias como essas, que fazem com que uma atendente virtual diga os preços de produtos selecionados no vidro da loja através do toque, e deverá se tornar mais popular á medida que a tecnologia for barateando. Esses mini computadors teriam capacidades superiores ás dos computadores comuns, e também possuiriam conexão wireless. Essa seria uma revolução, pois você estaria conectado o tempo todo, usando seu computador como se fosse um relógio e tendo acesso á ele em praticamente qualquer lugar.
Vídeo que mostra algo semelhante, adaptando a tecnologia de um Nintendo Wii:

Alexandre Wollner

Alexandre Wollner é considerado um dos maiores designers do Brasil. Entre as suas
influências estão:

Pietro Maria Bardi: Foi crítico, historiador, pesquisador e galerista. Veio para o Brasil após a segunda guerra e fundou a IAC/MASP. Organizou uma exposição retrospectiva de Max Bill com a juda de Alexandre Wollner.

Iac Masp: Foi idealizado por Bardi e dava acesso ás informações necessárias para o design. Wollner iniciou seus estudos lá.

Bauhaus: É uma das melhores universidades da Alemanha em Arquitetura e possui pólos de ensino de outras artes; O criador da escola de Ulm onde Wollner prosseguiu seus estudos se formou lá.

Flávio Motta: Desenhista, historiador, crítico e professor, também trabalhou no MASP e influenciou Wollner a misturar elementos diferentes na sua criação.

Aldemir Martins: Artista plástico que se dedicou aos temas brasileiros, influenciou Wollner a usar cores e formas mais ‘brasileiras’ em suas composições.

Sambonet: Foi professor de Alexandre no Instituto de Arte Contemporânea do MASP.

Paul Rand: Diretor de arte, escultor e designer, influenciou Wolner a manter um estilo limpo e simples.

Saul Steinberg:  Cartunista norte – americano, trabalhou no The New Yorker magazine e influenciou o senso político de
Wallner através do seu humor cartunista.

Grupo Ruptura: Composto por Anatol Wladyslaw, Leopoldo Haar, Lothar Charoux, Féjer, Geraldo de Barros, Luiz Sacilotto, e Waldemar Cordeiro. Féjer e Leopoldo Haar. O último a integrá-lo em 1950 é Wladyslaw, ex-aluno de Flexor. O grupo defendia a autonomia de pesquisa com base em princípios claros e universais e se rompe por volta de 1959. Geraldo de Barros foi parceiro de Alexandre Wollner na criação da FormInform, o primeiro escritório de design no país.

Max Bill: Foi pintor, escultor, arquiteto e designer gráfico. Estudou na Escola de Artes e Ofícios de Zurique e na Bauhaus. Foi convidado para a primeira Bienal de São Paulo e no mesmo ano fundou a escola de Forma de Ulm, na qual Alexandre Wollner estudou.

Escola Superior da Forma de Ulm: Foi fundada por Inge Scholl, Otl Aicher, Max Bill, entre outros e durou até 1968. É considerada a mais significativa tentativa de se reestabelecer uma ligação com a tradição do design alemão. Foi sucessora da Bauhaus. A colaboração de grupos de alunos com as industrias começou por sensibilizar acerca do design, e a parte práctica do método de ensino da escola de ULM é a colaboração com a empresa BRAUN. No Brasil, a Escola de Ulm influenciou a ESDI (Escola Superior de Desenho Industrial), fundada em 1963 por Alexandre Wollner.

Otl Aicher: Foi um dos maiores designers gráficos alemães do século XX, tendo sido responsável pelo desenho do logo da Lufthansa em 1969. Ficou muito conhecido por ter feito em 1972 um conjunto de pictogramas pra os jogos ollímpicos de Munique, criou a família tipográfica Rotis e foi um dos fundadores da Escola de Forma de Ulm.

Karl Gerstner: Fundou a agência de propaganda Gerstner + Kutter. Tinha a idéia de que tudo deveria ser único, porém
possuir complementos tornando assim o objeto arte, idéia que Wollner compartilha.

Albrecht Dürer: Pintor e matemático, suas teorias sobre perspectiva e geometria fizeram Wollner incluir esses dois elementos em seus designs.

Leonardo Fibonacci: Matemático italiano, Ficou conhecido pela descoberta da sequência de Fibonacci, uma modulação baseada no três, e pelo seu papel na introdução dos algarismos árabes na Europa. Wollner se utiliza da modulação para praticamente qualquer coisa.

Francesc Petit: Publicitário e pintor naturalizado brasileiro, fundou com José Zaragoza o estúdio Metro 3 e trabalhou com Wollner em vários projetos como a marca do Banco Itaú.

Trabalho de História das Mídias – Resumo

A Imprensa régia e a Gazeta do Rio de Janeiro

Nomes: Marianne e Tomaz

A imprensa régia foi fundada quase que por acaso por D. João VI na época da chegada da família real de Portugal ao Brasil, já que uma prensa foi trazida por engano junto com a bagagem da Corte; Durante muito tempo a Imprensa Régia foi a única tipografia existente e deteve o monopólio da produção de cartas de baralho até 1818. O primeiro jornal impresso oficialmente no Brasil era a Gazeta do Rio de Janeiro, cujo objetivo era informar sobre a vida social e administrativa da capital. Sua primeira edição foi lançada em 10 de Setembro de 1808 e a sua última em 31 de Dezembro de 1831, quando é substituída pelo Diário do Governo.