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Mudança de Atitude

Marcos Bagno é um conhecido escritor sociolinguista – ramo da linguística que estuda a relação entre língua e sociedade – conhecido por suas opiniões polêmicas e eventualmente panfletárias. Em seu livro Preconceito linguístico, além de abordar uma série de mitos ou preconceitos relacionados à forma como vemos a língua brasileira e seus falantes, Marcos sugere uma mudança de atitude em relação à língua.

Neste livro, Bagno também sugere uma mudança no modo com que nos portamos diante da língua. Esta mudança, segundo ele, se daria com o filtro da norma, na não aceitação dos dogmas e da adoção de uma postura crítica perante a gramática, valorizando a nossa própria experiência para que possamos encontrar respostas para os questionamentos da norma. O autor também aconselha professores a se manterem atualizados sobre as ciências da linguagem, e ensinarem gramática não apenas repetindo as normas indefinidamente mas sim refletindo e analisando-a constantemente.

A maior mensagem que Bagno passa em seu livro é que a língua é viva e está em constante mutação, e assim deve ser o estudo da língua; portanto, devemos valorizar a nossa experiência, e não apenas a repetição das normas.

História da Internet

A Internet, como muitas das tecnologias amplamente usadas nos dias de hoje, teve início durante a época da Guerra Fria, mais precisamente como resultado da corrida espacial entre os Estados Unidos e a União Soviética. Os soviéticos foram os primeiros a desenvolver uma tecnologia tão avançada a ponto de permitir que seres vivos fossem enviados ao espaço, fato que preocupou os americanos. Os Estados Unidos ainda usavam a mesma estratégia de posicionar suas cidades-chave em lugares distantes da costa para evitar ataques marítimos e por terra, mas nada garantiria a segurança dos centros americanos que por um acaso fossem atacados por céu. Assim sendo, começou-se a pensar na chamada “defesa inquebrável”. A ARPA foi criada para levar adiante esses estudos.

Centenas de cientistas foram convocados pela ARPA para ajudar nos estudos da Defesa Inquebrável, mas no mesmo instante surgiu um pequeno problema que seria a dor de cabeça durante muito tempo: O modo com que os cientistas poderiam compartilhar essas informações de modo rápido e seguro. Para resolver esse problema, A ARPA pensou da seguinte forma: Em vez da informação possuir um caminho único e vulnerável, ela deveria ser descentralizada, de forma que caso um centro de pesquisa fosse afetado a informação ainda teria vários caminhos até o destino final. Esse pensamento foi apoiado pelas teorias de J.C.R LickLider, do Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT), que tratava da existência de uma “Rede Galáxica”. Essas teorias foram o empurrão que faltava para a ARPA criar um sistema de envio de dados por computador interligando os centros de pesquisa, a chamada ARPANET.

A ARPANET se baseava num sistema de envio de dados quebrados em pequeninos pedaços de informação criptografados e embaralhados, fazendo com que caso um desses pacotes fosse interceptado, não fosse útil para o inimigo por não fornecer informações completas. A adoção desse sistema também tornou o envio de informações mais rápido por não enviar grandes blocos de dados de uma vez por linhas telefônicas inadequadas para esse uso. Com o tempo, esse sistema se tornou tão popular entre as universidades que passou a entrar em colapso. Então, foi ramificada, sendo que a ARPANET passou a ser usada exclusivamente para fins acadêmicos. No fim da década de 80 é criada a World Wide Web e uma década depois os primeiros navegadores, causando o grande boom da internet para as pessoas comuns.